Danielly Tiepo

Dieta e Nutrição
Passe o reveillón magra
Dezembro é uma festa. Quer dizer, são várias festas, happy hours, almoços e jantares de confraternização. Você brinda num dia e chora no outro, arrependida por ter tomado todas no festerê da firma. E chora de novo depois do almoço com a turma da faculdade porque exagerou nos canapés e repetiu a sobremesa. Ficou até mais pesada só de pensar? Não fique! “O ideal é sempre manter uma rotina de alimentação balanceada e de exercícios físicos. O que engorda não é uma refeição cheia de excessos, mas, sim, a falta de rotina saudável”, decreta a endocrinologista Márcia Jablonka, diretora da clínica Biodiet, em São Paulo. Bolamos um plano de compensação para as principais situações que o mês de dezembro pede. Assim, poderá aproveitar o sol na praia sem precisar esconder nem um grama que sobrou das festas. Comece o ano com um corpo de dar inveja!
Por Marjorie Zoppei
Blindagem contra o pé na jaca Sua agenda já está lotadade eventos? Para não correr nenhum risco com a balança, basta tomar alguns cuidados antes e depois de cada ocasião. Pegue leve nas refeições que antecedem a festinha, coma menos carboidratos e dê preferência aos vegetais e legumes. “Durante a festa, não prive sua vontade de degustar um petisco. Mas eleja apenas um, alimentando também seu ego”, declara Márcia Jablonka. Não se esqueça de se hidratar, o que também inclui nas refeições alimentos ricos em água, como melão, abacaxi e sopas leves.

Você pode até pensar que seu organismo vai pirar com tanto vaivém calórico. “Se não tiver — principalmente nesse período — uma rotina de atividades físicas e dieta balanceada, pode acontecer uma desaceleração metabólica, com a queima de gordura mais lenta”, alerta a médica. Mas, se esse não é o seu caso, pode passar o mês de dezembro com a alma lavada, pois tudo voltará ao normal assim que 2011 começar. Quem faz atividade física regularmente tem uma queima calórica em média 20% superior à de quem não é tão ativo. Isso porque tem mais massa magra (músculo) no corpo, o que aumenta a termogênese — a quantidade de energia gasta para queimar as calorias ingeridas.

Mas mesmo as esportistas sofrem o efeito do álcool. Não há privilégios para quem tem uma rotina saudável. O jeito é apelar para o truque da água se você adora ficar com um copo na mão. Intercale com o álcool, o que pode ajudá-la a ficar empapuçada mais cedo e economizar nas calorias. Não porque a água emagreça, mas porque você acaba bebendo menos — que fique claro.
Seu fígado agradece A ressaca poderá ser sua maior parceira após as festas. Ou não. Se você estiver hidratada durante e depois. “O álcool demora três dias para ser eliminado. A água acelera a metabolização da bebida, que, então, é eliminada mais rapidamente do corpo”, explica a médica ortomolecular Liliane Oppermann, diretora da clínica que leva seu nome, em São Paulo.

Quer uma forcinha? O azeite de oliva é uma ótima recomendação para ajudar a limpar o organismo. A explicação está na quantidade de gordura monoinsaturada, o ômega 3, um antioxidante e anti-inflamatório natural. Essas propriedades protegem o fígado depois do esforço para metabolizar o álcool. Entre outras fontes de ômega 3 estão as oleaginosas comocastanhas, avelãs, amêndoas e nozes e os peixes de águas frias — o salmão, o bacalhau e a truta — e a azeitona.

O azeite pode ser substituto da margarina ou manteiga, mas o ideal é regá-lo na salada. Esse óleo, quando aquecido, perde as propriedades nutricionais. O indicado é consumir 15 ml por dia, ou 1 colher de sopa rasa. Sobre as oleaginosas, a recomendação mínima é uma unidade por dia — a medida ideal é um punhado por dia, pois as oleaginosas são calóricas. Elas servem como um lanche da tarde para equilibrar a fome. No caso das azeitonas, o indicado é consumir até seis unidades por dia. Quanto aos peixes, três porções por semana.

A ação antioxidante elimina os radicais livres que o corpo libera depois do esforço para eliminar o álcool do sangue. E toda vez que temos uma alimentação pobre em ômega 3 nosso organismo entra em processo inflamatório. Esse processo, em palavras médicas, não seria a infecção que conhecemos habitualmente, com bactérias. O organismo fica desregulado, o que gera hipertensão, colesterol, diabetes, as doenças crônicas. No caso da bebedeira, o ômega 3 protege de azias, má digestão, enjoos, além de ajudar na função hepática — de quebrar as moléculas de álcool e da gordura presente nos alimentos, muitas vezes o acompanhamento da bebida.

O dia seguinte não precisa significar culpa. “É preciso ter moderação entre os dias da semana para que não haja ganho de peso”, explica a médica Márcia Jablonka. Siga a sugestão de um cardápio desintoxicante para o dia seguinte e esteja pronta para a próxima.
(desintoxicação de 1 200 calorias)
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Isabeli Fontana

Lindas, magras e mães. Quem olha modelos como Isabelli Fontana, Michele Alves e Juliana Galvão esquece de vez aquele velho mito de que engravidar acaba com o corpo feminino. De volta ao trabalho antes mesmo do que muita mulher que tem direito à licença maternidade, elas contam o que fizeram para manter a forma depois do parto, e sem perder o posto de tops nas passarelas.

Mãe do pequeno Olivier, de 3 anos, Michele Alves, 29, mostrou a barriga da menina de quatro meses que esperava no Fashion Rio. É só olhar as fotos para ver que, se ela não tivesse exibido a gravidez nos bastidores, ninguém a teria notado durante a apresentação da coleção. Há dois meses, já grávida, ela desfilou em trajes de banho no Rio Summer.

Ioga, pilates e alimentação balanceada

“Com o Oliver trabalhei até seis meses de gravidez. Fiz campanhas, mais de 20 desfiles, editoriais, capas de revista. Aí tive um intervalo de mais cinco meses e voltei a trabalhar, fotografei uma campanha de moda praia e, na mesma temporada, já estava desfilando de biquíni. Fiquei até mais magra depois que tive ele”, conta a top, que engordou 13 kg durante a gestação.

Para modelo, parto normal é o segredo

Há seis meses, a modelo e atriz Juliana Galvão, de 28 anos, deu à luz Betina. “Tive muita sorte de poder ter parto normal, isso ajudou muito na recuperação. No dia seguinte já fazia tudo e meu corpo voltou ao normal muito rápido. Fiquei até mais magra do que antes e desfilei três meses depois”, conta ela, que ganhou 14 kg.

“Desde a gravidez estava com braço e pernas finas. Aí, cinco meses depois que ela nasceu, comecei a fazer musculação para ganhar massa. Mas recusei alguns trabalhos em que precisaria viajar pra longe”, diz a modelo, que já planeja o segundo filho para 2011.

Mãe de dois, Isabelli voltou às passarelas 4 meses após parto

Isabelli Fontana tinha 20 anos quando engravidou de Zion, hoje com 6. “De corpo de menina, ganhei corpo de mulher. É preciso muita força de vontade para se manter magra e fazer bastante exercício”, lembra ela, que voltou a trabalhar quatro meses depois de dar à luz, selecionando o que valia a pena e não fosse deixá-la muito tempo longe de casa.


Esta semana, durante o São Paulo Fashion Week, ela aproveitou as férias escolares para ficar mais tempo com Zion e Lucas, de 2 anos, e os levou para acompanhá-la na maratona. “Com desfile é mais fácil de fazer isso. Você faz o seu e vai embora, não demora tanto tempo. Catálogo é que consome mais, você não para nenhum minuto”, explica a modelo.

Michelle Alves

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Mãe & Magra: Mãe também pode ser magra e bonita: "No trabalho com sobrepeso e obesidade, tem um aspecto que acho importante ressaltar, que são as prioridades. Recebo mulheres que se encontra..."
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No trabalho com sobrepeso e obesidade, tem um aspecto que acho importante ressaltar, que são as prioridades. Recebo mulheres que se encontram assoberbadas de funções– Mulheres Equilibristas- que se vêem sufocadas com o excesso de atividades, sem tempo para se olharem, sentirem ou se cuidarem.

Vivemos um momento histórico, onde a mulher se encontra presa a uma série de compromissos antes ocupados somente pelos homens. Antigamente exercia sua função de mãe e dona de casa, tinha demarcada a sua área de atuação e suas funções.

No contexto atual, uma série de conflitos advindos da evolução do universo feminino acaba por exigir da mulher uma elasticidade absurda, pois com a abertura de novas frentes de trabalho, vem se qualificando, estudando, não deixando de ser a responsável pelo bom andamento e funcionamento da rotina familiar.

Nessa montanha russa em que hoje nós mulheres nos encontramos, acabamos vítimas de nossas conquistas, desenvolvemos a sensação de faltante, pois não dá para dar conta de tudo, mesmo querendo.

Os desejos das mulheres passam a ser substituídos por uma série de necessidades a serem resolvidas, como atenção ao marido, aos filhos, trabalho, ela ainda carrega peso do que não consegue resolver, mas que a sociedade prega como sendo o ideal: inteligente, competente, mãe exemplar, magra, bonita e malhada.

A síndrome da mulher elástica! Dividida, carregando o peso do não dar conta, se sente esmagada pela falta de tempo, acabando por cortar todas as atividades essenciais, como encontrar os amigos, malhar na academia, ir ao salão, tendo que acabar por encaixar os poucos cuidados que se dá, após sua jornada de trabalho.

Com a ausência de tempo para atividades e cuidados que lhes proporcionam prazer, ocorre um aumento significativo à incidência da obesidade, visto que a comida é o meio mais fácil e rápido de satisfação.

Faz-se necessário uma reavaliação do seu contexto de vida para que se encontre um equilíbrio, para que desta forma, deixando a comida como um momento necessário em nosso dia a dia, mas não como o prato principal.

Mas mudar a forma de se alimentar não é tarefa fácil, pois todo o comportamento alimentar envolve questões físicas e emocionais – difíceis de modificar e o principal responsável pelo fracasso das dietas.

Hoje, existem métodos que auxiliam a lidar com o comportamento emocional e alimentar, e o paciente recebe tratamento personalizado e aprende a criar uma relação saudável com a comida a partir do controle das emoções.

O foco principal desse programa é o lado emocional, onde o paciente se torna autor de seu próprio emagrecimento, aprendendo a se responsabilizar pelo processo e deixar de pensar que é a gordura que se apropria dele, sem que ele possa fazer nada. Com isso, a idéia é que a pessoa desenvolva comportamentos magros, em que ela não se utilize da comida para compensar sentimentos.

A psicologia aliada no processo de reeducação alimentar, contribui de forma significativa para que as pessoas emagreçam, mantenham-se magras, livrando-as do indesejável efeito sanfona. A psicóloga Luciana Kotaka é especialista no tratamento da obesidade e no desequilíbrio alimentar.

Luciana Kotaka – Psicóloga Clínica Especialista em Obesidade e Transtornos Alimentares www.comportamentomagro.com.br Curitiba-PR

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